Quase dois anos após a morte de Maggie Smith, detalhes sobre o patrimônio deixado pela lendária atriz britânica vieram a público. Conhecida mundialmente por interpretar a professora Minerva McGonagall na franquia Harry Potter e a Condessa Viúva Violet Crawley em Downton Abbey, a artista deixou uma fortuna avaliada em quase £ 16 milhões.
Segundo registros de inventário divulgados recentemente, o patrimônio líquido da atriz chegou a £ 15.977.325, valor que corresponde a aproximadamente R$ 113 milhões, considerando a cotação mencionada nas reportagens. Antes da divisão, foram descontadas dívidas e despesas relacionadas ao espólio.
Quem são os herdeiros?
A maior parte da fortuna ficou com os dois filhos de Maggie Smith: Chris Larkin, de 59 anos, e Toby Stephens, de 57. Os dois também seguiram carreira artística e são frutos do primeiro casamento da atriz com o ator Robert Stephens, que morreu em 1995.
O patrimônio principal foi destinado aos irmãos em partes iguais. Dessa forma, considerando o valor líquido de £ 15,977 milhões, cada um corresponde a aproximadamente £ 7,99 milhões, embora a distribuição exata dos diferentes bens siga as determinações específicas do testamento.
Chris Larkin, cujo nome de nascimento é Christopher Stephens, construiu uma carreira na televisão e no cinema, enquanto Toby Stephens ficou conhecido por trabalhos como Die Another Day, além de diversas produções para televisão, cinema e teatro.
Uma propriedade com grande valor sentimental
Entre os bens associados ao patrimônio de Maggie Smith está a Douglas Lake Farm, uma propriedade rural localizada em West Sussex, na Inglaterra.
O local possui uma casa de cinco quartos, celeiros, um estábulo e um vinhedo. Mais do que um patrimônio financeiro, a propriedade tinha um significado especial para a atriz: Maggie viveu ali durante cerca de quatro décadas e criou seus dois filhos no local.
A fazenda, porém, não deve ser entendida simplesmente como um imóvel entregue diretamente aos filhos. Registros indicam que ela foi destinada a um fundo familiar criado em 2019 por Maggie e seus filhos, mantendo o bem dentro de uma estrutura familiar.
Royalties e direitos autorais têm uma divisão diferente
O testamento de Maggie Smith também estabeleceu regras específicas para determinados direitos autorais, royalties e trabalhos não publicados relacionados ao seu segundo marido, o dramaturgo Beverley Cross.
Nesse caso, a divisão não ficou restrita aos dois filhos da atriz. Os rendimentos provenientes desses direitos deveriam ser repartidos igualmente entre Chris Larkin, Toby Stephens, Philippa Maughan e Shaun Cross, filhos de Beverley Cross.
Essa determinação é separada da distribuição do patrimônio principal de Maggie e mostra que diferentes tipos de bens foram tratados de maneiras distintas no planejamento de sua herança.
Uma fortuna construída ao longo de décadas
A fortuna deixada por Maggie Smith é resultado de uma carreira que atravessou mais de seis décadas e passou pelo teatro, cinema e televisão.
A atriz conquistou dois Oscars e recebeu diversos outros importantes reconhecimentos ao longo da carreira. Nas últimas décadas, tornou-se especialmente querida por uma nova geração de fãs graças a personagens como Minerva McGonagall, em Harry Potter, e Violet Crawley, em Downton Abbey.
Maggie Smith morreu em setembro de 2024, aos 89 anos. Agora, os registros de inventário revelam não apenas o tamanho de seu patrimônio, mas também como a atriz decidiu organizar sua herança e preservar parte de seu legado dentro da família.
O legado de Maggie Smith
Mais do que os milhões deixados após sua morte, o maior legado de Maggie Smith permanece ligado à sua trajetória artística. Durante décadas, ela conquistou diferentes gerações e se tornou uma das grandes intérpretes britânicas de sua época.
Sua fortuna acabou dividida entre os filhos, enquanto determinados direitos e propriedades receberam tratamentos específicos previstos em seu planejamento sucessório. Assim, quase dois anos depois de sua morte, novos detalhes ajudam a revelar como a atriz organizou seu patrimônio e deixou seu legado para as próximas gerações.